Como é descer a Estrada da Morte

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Atualizado em 17 de agosto de 2017

Se você está procurando um pouco de adrenalina em sua viagem pela Bolívia, descer a Estrada da Morte de bicicleta é tudo o que você precisa. Considerado um dos passeios mais incríveis da região de La Paz, essa estrada pitoresca tem paisagens, curvas e abismos impressionantes, e o grande barato aqui é fazer o downhill, descendo de 4.200 a 1.200 metros, percorrendo um total de 75 quilômetros.

A estrada, que tem o título de mais perigosa do mundo, já foi concorrida por carros, ônibus e motos que se espremiam na estreita rota. Atualmente, a Estrada da Morte não é mais tão utilizada por veículos, já que outra rota foi construída como alternativa mais segura.

Entretanto, mesmo de bicicleta, a estrada é perigosa e já registrou acidentes graves. Mas basta que você siga as instruções e não abuse da velocidade para que seu passeio termine sem imprevistos, pois ele é planejado para garantir sua segurança.

Como é descer a Estrada da Morte

A adrenalina de descer a Estrada da Morte na parte sem calçamento.

A Aline Cristina Firmino, de São Paulo, e o João  Bittencourt, de Roraima, fizeram a descida na Estrada da Morte. Leitores do blog, eles toparam contar como foi essa aventura e, claro, deixaram suas dicas para quem quer viver essa experiência.

O João conta que foi de van até La Cumbre del Cristo, onde começa a descida de bicicleta pela Estrada da Morte, e que a primeira parte é feita no trecho asfaltado e, por isso, tem trânsito moderado de carros e caminhões.

Essa é a parte em que alcançamos maior velocidade. Em alguns trechos, chegamos a 60 km/h. Depois, a rodovia começa a subir e, então, voltamos para a van que segue a gente o tempo todo como carro de apoio”, lembra.

Como é descer a Estrada da Morte

A velocidade chega a 60 km/h no asfalto.

Na subida, todos entram na van, como conta João, até a parte onde a rodovia não é asfaltada. É aqui que a adrenalina vai lá no alto. A Aline lembra como foi divertido passar por esse trecho da Estrada da Morte.

Toda parada era momento de escutar o guia falando das mortes que ocorreram naquele trecho, justamente para salientar a importância do cuidado. Tínhamos que ser muito cautelosos com cada pedregulho na estrada, pois um erro poderia ser fatal”, conta.

A descida termina no povoado de Coroico, a 1.700 metros de altitude, onde os nossos amigos aventureiros puderam presenciar o dia a dia de uma comunidade tradicional boliviana.

Cuidados essenciais

Para ser divertido e seguro, você precisa tomar alguns cuidados na hora de descer a Estrada da Morte. A primeira delas é contratar uma empresa que tenha experiência e equipamentos em bom estado. As empresas que os nossos amigos viajantes indicam é a X Treme Down Hill e a Gravity Bolivia. No preço do passeio, estão inclusos os equipamentos, fotos e vídeos, lanche no meio do passeio e almoço no final.

Outro ponto importante é se vestir apropriadamente. Geralmente, as empresas oferecem macacões, luvas e capacete, itens essenciais para sua segurança. Mas um fator que pode lhe perturbar é o frio.

No inicio, a 4.700 metros de atitude, o frio é muito grande, e as paisagens com neve predominam, mas, à medida que vamos descendo, a temperatura vai aumentando e a floresta amazônica vai mostrando a sua cara”, lembra João.

Como a variação de temperatura é grande e como o seu corpo se aquecerá por causa da atividade física, o ideal é que você use três camadas de roupa. Assim, você pode tirá-las de acordo com o clima.

Como é descer a Estrada da Morte

Para quem não era chegada a aventura, Aline gostou bastante.

Como é descer a Estrada da Morte

João à beira do precipício.

Descer a Estrada da Morte

Aline conta que não é uma viajante aventureira e que está acostumada com atividades mais tranquilas, porém, motivada pela amiga, ela topou descer a Estrada da Morte e não se arrependeu.

A paisagem é incrível! Fomos em julho, portanto o frio estava um pouco intenso pela manhã. E por causa da altitude, o corpo estranhou um pouco. Mas a sensação é única: um misto de liberdade, medo, felicidade. Um momento de bastante temor foi retornar de ônibus pela estrada, pois estava chovendo e com muita neblina. Só o ônibus cabia na estrada, e ver da janelinha o penhasco foi tenso”, conta.

João, por outro lado, encoraja os mais medrosos. “O guia sempre anda de acordo com o ritmo do mais lento. Então, não precisa ser veloz, pois não estamos disputando uma corrida. O passeio deve ser apreciado nos seus mínimos detalhes, já que a paisagem é belíssima”, sugere.

Como é descer a Estrada da Morte

A paisagem e a sinuosa estrada.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

4 Comentários

  1. Estive aí na semana passada, realmente é um dos visuais mais belos que já vi. E sim, a estrada é sinuosa,exige respeito, cautela e atenção triplicada. Quando descemos por Coroico, pegamos um visual incrível e tenso com muitas chuvas e lama. Quase houve uma baixa em nossa equipe, que ao escorregar em direção ao precipício foi salva pelo guia que a agarrou pela perna quando já estava com busto do lado do abismo. É seguro, porém a adrenalina e os riscos são constantes. Além de, a equipe de guias e as bicicletas serem extremamente preparados justamente para a sua segurança. A equipe que nos guiou foi a excelente NO FEAR.

      • Sinistro é a palavra que define bem. Passagens estreitas, a estrada parece não ter fim pois são horas de bike descendo a montanha e nenhum trecho plano ao lado. Precipícios o tempo todo. Se quiser uma força, basta entrar em contato que conto pra você alguns relatos de carro pela interoceanica ate macchu picchu e de avião até la paz. Somos do Acre, poucos sabem, mas como você já esteve aqui, deve imaginar…partindo da fronteira bolivia pelo aeroporto de Cobija através de voos baratíssimos você chega a La Paz e de lá, caso queira, ganha o mundo, pois o aeroporto de El Alto tem voos que atravessam o oceano até a Europa também. Pessoas que moram em nossa região não fazem ideia do acesso e facilidades que temos em relação a viagens

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